Feira para os gatinhos de rua

Foto: Larissa Bezerra

Uma das iniciativas de cuidados de animais existentes em Maringá é de uma protetora independente, Camila Devides Fabris, que realiza feiras de livros e bazar para arrecadar dinheiro para os cerca de 30 gatos que ela abriga em casa. 

As feiras, segunda ela, são basicamente para os recursos como alimentação, vacina, castração etc, porque ela não teria condições de pagar tudo com o próprio dinheiro. 

Camila já cuidou de mais de 300 gatos com a irmã Carla. Após os cuidados necessários, elas disponibilizam os animais para adoção. Porém, há muitas dificuldades nesse processo.

Ela conta que o trabalho é enorme, porque o resgate desses bichinhos não se resume a alimentá-los e levar no veterinário. “Não é só você dar comida e castrar, você tem que dar carinho, cortar unha, dar banho, limpar o lugar em que eles ficam, trocar areia”, diz.


Foto: Gabriel Brunini

Além disso, ela precisou modificar muito a casa onde mora para abrigar todos esses animais, aumentar muro e construir lugares para eles ficarem confortáveis. “A nossa vida mudou em função deles”, conta.

Para Camila, a maior dificuldade não é achar pessoas que queiram adotar, mas um bom adotante. “Os requisitos que a gente pede são: apartamento telado ou casa sem acesso à rua. Tem que ser portão fechado, muro alto. Geralmente a pessoa quer um gato para deixar solto, aí deixa ir para a rua e é atropelado, é envenenado, briga com cachorro, foge e nunca mais volta.”


*Por Larissa Bezerra e Gabriel Brunini

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